Igreja Presbiteriana do Cambeba – Reunião de oração e doutrina.

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Estudo da carta de Paulo aos Romanos: Como os fortes santificam os relacionamentos?

Texto base: Romanos 15.1-13

Introdução

Paulo expressou vários conselhos práticos para a santificação dos relacionamentos (ver Romanos 12-14). Na questão entre fortes e francos, na maioria das vezes ele apelou aos fracos para que cedessem da atitude de juízo, enquanto aos fortes foi pedido que não desprezassem os outros. Na passagem em tela Paulo se dirige aos fortes com maior ênfase, e coloca outros direcionamentos práticos para a santificação dos relacionamentos em amor. Vejamos, pois, em esboço, quais foram estes direcionamentos:

  1. Suportar a fraqueza dos nossos irmãos (v.1a): Os fortes “devem suportar” as debilidades dos fracos. No dizer de Hendriksen, esse ato de suportar as falhas dos fracos, antes de tudo significa que “temos de pôr nossos ombros debaixo dessas falhas e solidariamente ajudar nossos irmãos fracos a carrega-las.”[1] (Ver Gl 6.2). Temos suportado os escrúpulos dos nossos irmãos fracos ou temos caído nos extremos de uma tolerância indiferente ou de um juízo excessivo?
  1. A abrir mão de agradar a si mesmo para agradar o próximo (v.1b-3): Ao invés de agradar nosso ego devemos ter o cuidado em agradar o nosso irmão, não visando bajular, mas edificação naquilo que é bom. Olhemos para Cristo: Se nosso Senhor suportou insultos por amor, devemos suportar os escrúpulos quanto à comida e bebida dos nossos irmãos mais fracos. (Ver: Fl 2.1-4).
  1. Buscar a unidade em Cristo (v.4-6): Aqui Paulo junta o conteúdo proposicional das Escrituras e relação inquebrável que ela tem com a formação do estilo de vida cristão. Tudo que encontramos nas Escrituras tem o objetivo de instruir e formar perseverança, juntamente com a esperança. Quando lemos as Escrituras encontramos ânimo e esperança. Quando olhamos para Jesus, encontramos a razão e base da nossa unidade. Os crentes não encontram acordo em todas as matérias secundárias, mas em Jesus eles devem manter sua unidade doutrinária e ética.
  1. Acolher os outros como Cristo nos acolheu (v.7-12): Todos, fracos e fortes, devem aceitar-se mutuamente. A referência para a postura de acolhimento é o Senhor Jesus Cristo, pois nele, tanto judeus como gentios foram abraçados no grande amor de Deus. Como bem disse Calvino: “Não há razão, pois, para alguém blasonar que glorificará a Deus a seu modo, pois Deus dá um valor tão elevado à unidade de seus servos que não permitirá que sua glória seja proclamada em meio a discórdias e controvérsias.”[2]
  1. Nutrir-se na esperança (v.13): As promessas de Deus são o sólido fundamento para expetativas maiores e melhores. A esperança de Paulo era para que os cristãos de Roma crescessem em alegria e paz, ou seja, em coisas maiores e melhores que comida e bebida.

Conclusão

Nossa vida em comunidade seria muito mais frutífera e pacífica se soubéssemos colocar as coisas secundárias em seu devido lugar, a saber: no lugar liberdade de consciência que ama Cristo e os irmãos. Não se trata de estar aberto a tudo, sendo uma modelo de igreja inclusiva a qualquer custo. A questão fundamental para santificarmos nossos relacionamentos comunitários, tem haver com o reconhecimento da grandeza do Reino de Deus, da revelação especial de Deus e da vida de nosso Senhor Jesus Cristo diante de questões menores como comida e bebida. Que o Senhor nos dê graça para suportar melindres, a buscar o bem do outro, a termos mais unidade em Cristo e esperança pela consumação da alegria, da justiça e da paz do Reino de Deus.

Rev. Francisco Macena da Costa.

[1] HENDRIKSEN, William. Romanos. São Paulo: Cultura Cristã, 2001. p. 619

[2] CALVINO, João. Exposição de Romanos. São Paulo: Paracletos, 1997. p. 491

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