A EXCELÊNCIA DA VOCAÇÃO DOS PRESBÍTEROS.

A Igreja de Deus tem Cristo como cabeça (Ef 1.22-23). Através da Sua Palavra nosso Senhor Jesus Cristo reina sobre o Seu povo. Foi o Senhor mesmo quem ordenou aos apóstolos quanto à organização das igrejas e a constituírem sobre elas servos ordenados para governo. Estes servos são os presbíteros, que também conhecidos como anciões ou bispos. Acompanhando as Escrituras, nas igrejas presbiterianas, “o ofício de supervisão é o do ‘presbítero’, palavra de origem grega que nos dá também o nome presbiteriano. Os presbíteros tem a superintendência sobre a doutrina, a moral e a disciplina da igreja.”[1] O sistema de governo presbiteriano não é uma invenção, mas a forma como Deus ordenou para que a Igreja fosse governada. Como bem diz Bannerman:

O homem não é legislador da Igreja Cristã; nem foi deixado a cargo dele criar a sua constituição ou a sua forma de administração. O seu lugar na igreja é a de ministro ou servo daquele que é a Cabeça. (…) O governo da Igreja de Cristo não é assunto de ajuste ou sabedoria humanos, mas é, sim, uma indicação indubitável de Cristo, e que as Escrituras são um guia suficiente e oficial com respeito à constituição exterior da comunidade cristã.[2]

Instruindo o jovem pastor Timóteo, o apóstolo Paulo afirmou: “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.” (1 Timóteo 3:1, RA) A palavra de Paulo nos atinge num momento de profunda desconfiança no que diz respeito às instituições. Mas, ao contrário da ojeriza em relação a quase tudo que se chama “institucional”, o fato é que o cargo de presbítero é uma aspiração nobre e algo excelente serviço no corpo de Cristo. O cargo de bispo é um dom de Deus, assim como o governo é um dom do Espírito. Nesse caso espiritual e institucional não entram em colisão, antes, como bem observa Ridderbos,

Paulo fala, portanto, não apenas do dom de governo (1Co 12.28), mas também dos líderes da Igreja (Rm 12.8), aos quais deve-se autoridade e submissão. (…) O dom vista o institucional e consiste no fato de que a Igreja não apenas aqui e agora, mas até quando isso for necessário, recebe um determinado preparo e articulação.[3]

Por conseguinte, tanto o aspirar ao episcopado, bem como reconhecer a vocação dos presbíteros é algo imprescindível para a edificação da Igreja. Não devemos seguir o espírito do nosso tempo, mas o Espírito de Deus que chama irmãos para o governo da Igreja de Deus.  Lembremos ainda que “se os membros da igreja, reunidos em assembleia, elegerem para o presbiterato as pessoas com as melhores qualificações para exercer este ofício, a igreja terá um Conselho piedoso, temente a Deus, competente, dedicado e operoso.”[4] Peçamos, pois sabedoria ao Senhor para reconhecer a vocação dos nossos irmãos presbíteros.

Rev. Francisco Macena da Costa.

[1] LUCAS, Sean Michel. O Cristão presbiteriano. São Paulo: Cultura Cristã, 2011. p. 140

[2] BANNERMAN, James. A Igreja de Cristo: um tratado sobre a natureza, poderes, ordenanças, disciplina e governo da igreja cristã. Recife: Puritanos, 2014. p. 671

[3] RIDDERBOS, Herman. A teologia do apóstolo Paulo: a obra definitiva sobre o pensamento do apóstolo dos gentios. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. p. 501-502

[4] NASCIMENTO, Adão Carlos; MATOS, Alderi Souza de. O que todo presbiteriano inteligente deve saber. São Paulo: Z3 Editora, 2007. p. 80

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