O Brasil perdeu. Que lições podem ser tiradas?

Na última terça-feira (8/7/2104), a pátria de chuteiras viu, junto com o mundo, a maior derrota da seleção brasileira na história das copas. Em pouco mais de seis minutos a seleção alemã resolveu o jogo que terminou com o placar épico de Alemanha 7 x Brasil 1. O sonho do hexa campeonato acabou. Como brasileiro, e amante do futebol arte, é evidente que gostaria de ter visto a seleção de nosso país vencer o jogo. Mas, futebol é futebol, e como dizem no popular: “o jogo só termina quando acaba”. E, quando acabou o jogo vimos a colossal superioridade da equipe alemã que jogou coletivamente, em direção ao gol, tratando em todo o momento o adversário de forma leal e respeitosa. Fazendo uma análise fria da realidade nossa seleção foi longe demais, considerando um time limitado, tecnicamente médio e cujo esquema tático dependia apenas da especialidade admirável de Neymar Jr.

Mas, pastor por que falar disso na pastoral da igreja? O que futebol tem haver com a igreja? Diz-se que futebol, religião e política não devem ser discutidos, mas me permitam “um dedinho de prosa” sobre o futebol hoje. Todos nós vimos o “vexame” e a repercussão emocional que dele decorreu: câmeras focalizavam crianças chorando copiosamente; adultos ficaram boquiabertos, como que não acreditando naquilo que viam; bandeiras brasileiras foram queimadas; Fred foi enxovalhado; a presidenta foi achincalhada e nas redes sociais se multiplicaram cientistas políticos avaliando a positivamente e a negatividade da derrota do Brasil em termos sociais e econômicos; muitos brincaram com os fatos através de memes altamente criativos; enquanto outros usavam suas redes sociais para fazerem um selfie da alma expressando toda a sua tristeza, raiva e frustração com a derrota do Brasil. “O fato é que o Brasil perdeu. Que lições podem ser tiradas?” Essa foi uma das frases mais ouvidas nesses dias. E, creio que podemos tirar algumas lições sim:

1. O jogo da vida continua. O jogo do Brasil acabou. Ele foi-jogado. E a vida de todos continua-jogada no mundo de Deus. A vida dada por Deus se impõe como dádiva e nossa responsabilidade é continuar indo, recebendo tudo aquilo que o Senhor nos concede. O jogo da vida continua e nele não existe arquibancada. Ou jogamos com fé em Deus ou jogamos no time da angústia e do desespero. O jogo da vida continua e é nosso dever jogar dentro das regras estabelecidas pelo Deus. O jogo da vida continua e nele devemos trabalhar com responsabilidade, cuidar dos nossos filhos com amor, viver a piedade cristã com denodo e curtir o lazer sadio, fazendo tudo para a glória de Deus. Como bem disse Paulo: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31, RA) A grande jogada da vida é ser-para-Deus.

2. Alegrias reais são melhores que as alegrias artificiais. Um jogo de futebol pode ser apreciado pela arte do próprio jogo – não é pecado assistir um jogo. Mas, existem padrões de transferência e projeção que podem ser sorrateiramente direcionados erroneamente para a arena do jogo. É preciso ter cuidado para não transferirmos e projetarmos na vitória dos jogadores nossas necessidades de vitórias pessoais como se elas fossem suficientes para compensar vitórias que não temos, por exemplo: na família, no trabalho e na nação. A grande vitória é a que Cristo conquistou na cruz e na sua ressurreição. Uma vez que a vitória de Cristo é a nossa vitória que experimentamos pela graça, através da fé, não seremos nunca mais carentes dessas vitórias artificias e subterrâneas. Quando vivemos a vitória da fé percebemos que vencer na vida se traduz em amar Jesus, seguir seus mandamentos e confiar em Deus. Nossa alegria, nossa vida, nossa vitória e nossa força é o Senhor. Lembremo-nos do que disse o Mestre: “Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar.” (João 16:22, RA)

Rev. Francisco Macena da Costa.

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