Num mundo repleto de palavras, sons, símbolos e aplicativos digitais não podemos esquecer que nossos gestos, por mais simples que sejam, também servem para expressar coisas importantes. Gestos como um beijo, um abraço, um aperto de mão, um movimento leve de sobrancelhas diz muito. Um simples olhar é farto de comunicação. Quem tem um ombro amigo, quem já foi abraçado por um pai carinhoso e recebeu os afagos de uma mãe sabe do que estou falando e conhece bem que o que se diz nesses gestos. A linguagem carinhosa e consoladora dos pequenos gestos de amor são bênçãos de Deus.

A parábola do filho, contada por Jesus, fala de um jovem que decidiu largar tudo, para viver os prazeres do mundo. Contudo, o jovem quando se viu no mundo percebeu a grande miséria de uma vida dissoluta. Na lama, no fundo do poço, na sarjeta aquele jovem se viu entre os arrependidos e desejou voltar para a casa do pai. Disse o Senhor Jesus que o jovem “levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Lucas 15:20-24, RA)

Na cultura digital é impossível digitalizar gestos. A singeleza dos gestos piedosos é imprescindível naqueles processos dolorosos e formativos da vida. Precisamos resgatar os gestos que expressem com maior clareza nossa disposição pela paz com os outros. Necessitamos de gestos que falem de perdão e que reafirmem amor, misericórdia e esperança. Que o Espírito de Deus nos eduque no uso dos gestos singelos!

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