Creio no que diz a Escritura sobre o estado dos mortos.

 Não é difícil encontrar nos círculos carismáticos, testemunhos de pessoas supostamente foram tanto ao céu, bem como ao inferno. Basta uma rápida consulta ao site de vídeos mais famoso do mundo – Youtube – para assistir inúmeros de vídeos onde alguns afirmam experiências arrebatamento em espírito ou ao céu, ao inferno, com objetivo de trazerem ao mundo dos vivos uma mensagem sobrenatural.

Tais testemunhos, às vezes são aceitos sem reversas por uma parte dos evangélicos. Contudo, já que somos o povo que tem a bíblia como regra de fé e prática precisamos resgatar urgentemente algumas perguntas:

O que a Escritura Sagrada nos revela sobre o assunto da morte?

É possível ir ao céu ou ao inferno e depois voltar a este mundo para testemunhar as realidades do mundo dos mortos?

O que é o céu?

O que é o inferno?  

Evidentemente, que caberiam outras perguntas, contudo não haveria condições de responder todas as questões implícitas em um breve artigo sobre o testemunho bíblico do mundo dos mortos. Não é fácil tratar de assuntos relacionados à existência após morte. Existe um misticismo, até certo ponto lodoso, que é tido como senso comum neste assunto, que efetivamente incorpora interpretações multifacetadas.  Somente se partimos do principio da Autoridade das Escrituras Sagradas, tendo que como lente interpretativa a própria Escritura interpretando as Escrituras, alcançaremos um porto seguro quanto ao estado dos mortos.

A partir das Escrituras, o estado onde os mortos existem, entre a morte e ressurreição, é chamado entre os estudiosos “estado intermediário”. Isto significa que existência não é aniquilada com a morte, como podemos ver nas seguintes passagens:

“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” (Mateus 10:28, RA)

 “Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram. ” (Apocalipse 6:9-11, RA)

 “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Apocalipse 20:4, RA)

 Sendo assim, vejamos, pois o que a Escritura diz sobre a realidade dos mortos, para assim obtermos uma qualificação das experiências carismáticas de idas e vindas, seja do céu ou do inferno.

O estado dos mortos segundo a Escritura.

 Antes de tudo, consideremos que as Escrituras falam de fatos que envolvem os mortos. Nas páginas do Antigo Testamento encontramos passagens que descrevem os fatos que envolvem a realidade da morte (como separação da alma e espírito), bem como o estado dos mortos, e o destino diferenciado daqueles que dormem no Senhor e daqueles que dormem em suas impiedades.  Vejamos, pois algumas dessas passagens:

“Ainda que sejam espalhados os meus ossos à boca da sepultura, quando se lavra e sulca a terra.” (Salmos 141:7, RA)

 “Afundam-se as nações na cova que fizeram, no laço que esconderam, prendeu-se-lhes o pé.” (Salmos 9:15, RA)

 “A morte os assalte, e vivos desçam à cova! Porque há maldade nas suas moradas e no seu íntimo.” (Salmos 55:15, RA)

 “Para o sábio há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno, embaixo.” (Provérbios 15:24, RA)

“Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam.” (Salmos 49:14, RA)

 “Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.” (Salmos 16:10, RA)

 “Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.” (Gênesis 5:24, RA)

 “Quem contou o pó de Jacó ou enumerou a quarta parte de Israel? Que eu morra a morte dos justos, e o meu fim seja como o dele.” (Números 23:10, RA)

 “Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.” (Salmos 73:24, RA)

 No Novo Testamento, outros textos também iluminam nosso entendimento sobre o assunto, demonstrando com uma clareza ainda maior os fatos que envolvem os mortos, bem como, o destino diferenciado dos juntos e dos ímpios. Vejamos os textos:

Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.” (Mateus 11:23, RA)

 “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16:18, RA)

 “Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” (Lucas 16:19-31, RA)

 é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo, especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores,” (2 Pedro 2:9-10, RA)

 “Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.” (Lucas 23:41-42, RA)

 foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.” (2 Coríntios 12:4, RA)

 “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.” (Apocalipse 2:7, RA)

 “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” (Filipenses 1:21-23, RA)

 “Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial; se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus. Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito. Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé e não pelo que vemos. Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor. É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo. ” (2 Coríntios 5:1-10, RA)

 “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;” (1 Tessalonicenses 4:16, RA)

 Considerando o ensino dos versos que foram acima expostos, podemos afirmar que tanto os justos, como os ímpios continuam a existir após a morte. Contudo, os justos em Cristo passam a gozar de descanso, enquanto os ímpios sofrem tormentos. Como bem disse o teólogo sistemático Luis Berkhof: “A Bíblia ensina claramente que a alma do crente, quando separada do corpo, entra na presença de Cristo[1]. Pensando nas implicações dessas passagens para os cristãos, o renomado teólogo A. Hoekema afirmou que o ensino bíblico “deveria nos trazer grande conforto (…) A morte, para o cristão, entretanto é um chegar em casa. É o fim de sua peregrinação; é o seu retorno à sua verdadeira casa[2]. Hendriksen lembra que “não há uma única passagem bíblica que nos faça entender que aqueles que deixam esta vida, tomem parte ativa e consciente nas coisas relativas à igreja militante”[3]. O eminente teólogo Dr. Charles Hodge resumiu com propriedade a questão dizendo:

 

“As Escrituras apresentam Abraão, Isaque e Jacó como estando no céu. Os bons são levados pelos anjos, ao morrer, para o seio de Abraão. Moisés e Elias aparecem em glória no monte da transfiguração, conversando com Cristo. (…) Nada pode ser mais absolutamente inconsistente com a natureza do Evangelho do que a idéia do que o fogo da vida divina que resplandece no coração dos eleitos de Deus tenha de ser apagada, na morte, na úmida escuridão de um cárcere subterrâneo, até o momento da ressurreição.”[4]

Existe comunicação dos mortos com os vivos.

 Depois de conhecer os textos fundamentais que tratam da questão existência após a morte, e fixarmos em mente as implicações fundamentais envolvidas, podemos efetivamente avaliar algumas teorias e experiências sobre os fatos envolvem o que existe depois da morte. A título de exemplo, logo de pronto, a teoria do sono da alma, bem como o dogma romanista do purgatório, são pontualmente demolidos, tendo em vista que o estado dos mortos descrito nas Escrituras, é uma existência consciente cumprida ou no céu, ou no inferno, não havendo nenhum sugestão de estado de purgação ou mesmo de reencarnação. A Escritura é clara, após a morte segue-se o juízo:

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,” (Hebreus 9:27, RA)

Como bem disse o Dr. Hodge:

“Da forma como a árvore caí, assim permanece. Aquele que é injusto permanecerá injusto; e o que é justo continuará sendo justo. Quando o noivo chegar, as que estiverem prontas entrarão, e a porta se fechará. Segundo a parábola do rico e do Lázaro, não se pode, após a morte, passar de um estado para o outro; há grande abismo estabelecido entre os justos e os perversos, desde aquele tempo para sempre. Está reservado aos homens que morram uma só vez, e depois disso o juízo. O destino da alma fica decidido na morte.”[5]

Mas, o que dizer então das revelações do inferno e do céu, tão comuns e populares nos círculos carismáticos? Para responder essa questão é preciso considerar alguns fatos bíblicos evidentes:

  1. Quando um crente dorme do Senhor, ele entra no paraíso – Filipenses 1:21-23.
  2. Há um abismo instransponível entre o céu e o inferno – Lucas 16:19-31.
  3. Os mortos não voltam para este mundo – Lucas 16:19-31.
  4. Paulo não foi autorizado a dizer às coisas que viu no céu – 2 Coríntios 12:4

Considerando esses fatos bíblicos acima citados e as experiências carismáticas de idas e vindas ao inferno, percebe-se nitidamente um confronto de realidades. Se por um lado tomarmos como reais tais experiências de idas e vindas do inferno ou do céu, estaremos no mínimo afirmando que alguns crentes, ao avesso do que diz a Escritura, desceram ao inferno e voltaram para este mundo, para tomar parte na igreja militante com fins revelatórios ou mesmo evangelísticos. A palavra de Jesus é clara:

 “Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” (Lucas 16:29-31, RA)

Como se pode ver, tais experiências dos carismáticos sobre tais descidas ao inferno para fins de novas revelações, apenas sugerem que o Espírito de Deus falou algo no passado aos escritores do Antigo e Novo Testamento que conseqüentemente é diferente de tudo que é dito pelos testemunhos carismáticos. Será que Espírito Santo mudou? Ou será que o espírito que fala através dos profetas de hoje, não é o mesmo Espírito que falou aos escritores da Bíblia?

Por outro lado, veja ainda que aceitar tais experiências de idas e vindas ao inferno ou céu, é o mesmo que afirmar uma classe de crentes elevados, que inclusive tiveram autorização para testemunhar acerca de coisas, que nem mesmo o apóstolo Paulo teve oportunidade, pois como ele mesmo disse:

“Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.” (2 Coríntios 12:2-4, RA)

Isto posto, pelo menos no meu entender, tais experiências carismáticas de idas e vindas, tanto ao céu como ao inferno, não podem ser entendidas de outra maneira, senão como acréscimos ao Evangelho de Jesus Cristo. No Evangelho de Jesus os santos que dormem em Cristo vão para o céu. Além disso, existe um abismo intransponível entre céu e inferno. No Evangelho de Jesus os mortos não têm acesso a este mundo. Logo, quem oferece uma nova revelação diferente deste Evangelho, na verdade apresenta outro Evangelho. No afã de promover novas revelações, os carismáticos por conseqüência se colocam em condição de autoridade superior ao próprio apóstolo Paulo que disse: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” (Gálatas 1:8, RA)

Lembro que com respeito a sonhos e visões, as Sagradas Escrituras, nos ordenam todo cuidado, já que podem vir a servir como tapume para o engano do próprio coração, como o Jeremias profetizou:

“Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, proclamando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. Até quando sucederá isso no coração dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam só o engano do próprio coração? Os quais cuidam em fazer que o meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu companheiro, assim como seus pais se esqueceram do meu nome, por causa de Baal.” (Jeremias 23:25-27, RA)

 Também o apóstolo Paulo chamou nossa atenção contra aqueles que se baseiam em visões, deixando de lado a Palavra de Cristo:

 “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.” (Colossenses 2:18-19, RA)

Sendo assim, a igreja cristã é edificada na piedade quando busca a revelação de Cristo em Sua Palavra. “Não devemos buscar visões, mas a compreensão da vontade de Deus por intermédio de Sua Palavra[6].

A suficiência das Escrituras.

 Nem sempre é fácil encontrar respostas para todas as questões sobre a existência humana nas Escrituras, contudo sempre poderemos contar com a bíblia para ser a lente do processo de crítica da realidade que nos cerca, bem como das experiências individuais. O certo é que sempre podemos contar com as Escrituras para ser o guia suficiente, normativo e inerrante em todas as questões que envolvem a nossa vida. Como bem disse o autor da carta aos Hebreus:

“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” (Hebreus 4:12-13, RA)

Considerando a suficiência das Escrituras sobre o assunto, os reformados confessam que:

“Os corpos dos homens, após a morte, voltam ao pó e experimentam corrupção; suas almas, porém (que nem morrem nem dormem), possuindo existência imortal, imediatamente voltam para Deus que as deu. As almas dos justos, sendo aperfeiçoadas em santidade, são recebidas no mais alto céu, onde vêem a face de Deus, em luz e glória, aguardando a plena redenção de seus corpos; e as almas dos réprobos são lançadas no inferno, onde permanecem em tormentos e completa escuridão, reservadas para o juízo do grande dia. Além desses dois lugares para as almas separadas de seus corpos, a Escritura desconhece qualquer outro”[7].

Neste assunto e tantos outros, creio que a bíblia é suficiente, e que ela mesma detém a palavra final. Definitivamente não coloco minha fé nos testemunhos de idas e vindas ao inferno, ou céu. Eu prefiro crer no que diz a Palavra de Deus.

 


[1] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Campinas: Luz para o Caminho, 1990, p. 685

[2] HOEKEMA, Anthony A. A Bíblia e o Futuro. São Paulo: Cultura Cristã, 1989, p. 140

[3] HENDRIKSEN, William. A Vida Futura Segundo a Bíblia. São Paulo: Cultura Cristã, 1988, p. 64

[4] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2001, p. 1558

[5] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2001, p.1555

[6] PIERAT, Alan. O dedo de Deus ou os chifres do diabo?: Um estudo dos sinais e das maravilhas na igreja atual. São Paulo: Vida Nova, 1994, p.164 e 165

[7] CFW, cap XXXII – seção I. Ref: Gn 3.19; At 13.36; Lc 23.43; Ec 12.7; Hb 12.23; 2Co 5.1,6,8; Fp 1.23; At 3.21; Ef 4.10; Lc 16.23,24; At 1.25; Jd 6,7; 1Pe 3.19.

Fonte: http://feembusca.blogspot.com.br/2012/06/creio-no-que-diz-escritura-sobre-o.html

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