Nesta quinta-feira (5), o STF adotou um paradigma, já existente em outros países, no sentido de validar e reconhecer no estado democrático de direito, a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Seguramente tal decisão unânime, diga-se de passagem, terá um impacto em todas as conjunturas relacionais da coletividade, e isto, não por conta da tese em si, mas por causa do princípio hermenêutico propalado, em alto e bom som, pelas autoridades togadas da suprema corte de nosso país. Que princípio é este? Particularmente penso que é o princípio que visa colocar o ser humano no centro de todas as coisas – em outras palavras é assumir o antropocentrismo como ponto de partida e ao mesmo tempo de chegada – gerando assim um ciclo onde começo e fim não possuem relevância, mas apenas “O Homem” que do ponto de vista do “ente” constrói e dá sentido a realidade através de suas decisões.

Dentro deste assunto, chamou-me a atenção uma colocação do Sr. Ministro Carlos Ayres, que segundo o site da UOL disse: “Esse tipo de decisão gera muitas consequências. Não temos a capacidade de prever todas as relações concretas que demandam a aplicabilidade da nossa decisão”[1]. De certa forma, o Sr. Ministro foi no mínimo humilde, afinal, não sabemos o que pode acontecer amanhã? Por outro lado, existe um ângulo do assunto, que quiçá, o nobre ministro desconheça ou ignore. A partir deste ponto de vista muitos assuntos que envolvem o destino humano já estão previstos. Os seguidores de Jesus conhecem este ponto de vista, e para eles que se agarram com fé a revelação de Deus, a realidade que hoje vemos, já estava antecipada, de tal maneira, que nem a decisão do STF e nem mesmo as conseqüências que decorrerão dela, não são realidades estranhas,  pois foi o próprio Cristo que disse:

“Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado e tiver os seus bens em casa não desça para tirá-los; e de igual modo quem estiver no campo não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló. Quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará.” (Lucas 17:26-33, RA)

O Sr. Ministro, não consegue discernir o que vai acontecer no futuro, contudo, os cristãos,  sabem por advertência divina, que haverá uma destruição futura e definitiva de todo e qualquer sistema que se rebele contra a vontade do seu criador. É bem verdade que tal visão, antecipada no Evangelho, não pode ser contemplada do ponto de vista jurídico e de sua hermenêutica, mas antes é reconhecida na fidúcia cristã. Infelizmente o Sr. Ministro não consegue medir as conseqüências, mas independente disso, o Supremo Conselho Divino, O Pai, O Filho e O Espírito, já determinaram por unanimidade punir de maneira justa e santa os rebeldes em relação a aliança com o Senhor.

Resta-nos apegar ainda com mais força a fé que nos foi entregue, pois nossa salvação está mais perto, do quando no início cremos. Já estamos nos últimos dias, e novos sujeitos nascem da rebelião contra o seu criador, contudo isto já estava previsto. Sabíamos que iria ser assim e temos ciência do que acontecerá a todos e todas que tomam a Palavra do Senhor como mentira. Apesar de tudo, não devemos nos acomodar, antes revistamos do Senhor Jesus Cristo e andemos em plena luz porque vai alta à noite e vem chegando o Dia (Rm 13).  Que o Deus nos ajude!

Rev. Francisco Macena da Costa.

Cambeba, 6 de maio de 2011.

Fortaleza – CE.

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