Uma praça onde as crianças possam brincar.

 

Precisamos de praças! Carecemos de praças como aquela vaticinada, de maneira emocionante, pelo profeta Zacarias, quando o povo ainda carregava na mente, as marcas da brutalidade imposta pelos babilônios (Lm 2.11). Naquela hora, Zacarias, boca de Deus, disse: “As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão.” (Zacarias 8:5, RA)

Depois dos acontecidos na escola em Realengo, todos nós precisamos nos deter com vigilância à visão do profeta, sonhando e perseguindo pelas promessas de Deus uma praça onde as crianças possam brincar. Tal visão é imprescindível, pois nas praças das cidades, vemos uma coisa ignóbil, onde alguns pequeninos brincam com a imundície da sociedade, hora servindo como mendicantes e hora às “taras adoecidas” daqueles que transformam os pequeninos em brinquedos sexuais.

Contudo, como construir uma praça para nossas crianças? O Senhor nos dá a resposta, quando diz: “Falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz; nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a todas estas coisas eu aborreço, diz o Senhor.” (Zacarias 8:16-17, RA)

De acordo com a Palavra de Deus a “praça onde as crianças podem brincar” é dádiva do Senhor que nos chama a tomar algumas disposições:

  1. Ter compromisso com a verdade. O Senhor nos chama para sermos pessoas verdadeiras com o próximo. Isto nada mais é do que, não se valer da mentira e da falsidade que prejudica o meu semelhante para em tudo sermos amantes da verdade, e hábeis para amar de fato e de verdade. (Sl 15.1-2; 1Jo 3.18)
  2. Buscar a justiça. A maior regra de justiça que o ser humano pode contemplar dimana da Palavra do Senhor. Os mandamentos do Senhor, a luz da revelação da graça de Jesus Cristo, são normas impostergáveis pelas quais temos a oportunidade de erigir, perseguir e sonhar, com praças onde os pequeninos podem brincar. (Mt 6.33; Rm 6.15-23)
  3. Cuidar do coração. Existem coisas que são mais fáceis de ver, mas as coisas do coração não vistas com tanta facilidade – o sangue que banhou Realengo é um exemplo dos mais duros, da maldade vem do coração, como Jesus já havia nos alertado no Evangelho. Por isso, para construir praças para as crianças precisamos olhar nosso coração e pedir ao Senhor: “Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias.” (Salmos 141:4, RA)
  4. Rejeitar o abominável aos olhos de Deus. Vivemos numa sociedade que cultua abertamente “ídolos”, tais como o sucesso, o consumo, a utilidade e o dinheiro. Estes “altares” consomem como um câncer a humanidade das pessoas e os que se deixam controlar por estes “deuses”, cospem os fracassados, os desprovidos e os inúteis. A única forma de construirmos uma praça para nossas crianças é aceitando urgentemente nos sucessos e fracassos, vitórias e derrotas, riquezas e pobrezas, existem antes de tudo criaturas humanas, que estão diante de um Deus que abomina o coração cheio de maldade e falsidade. Ódio e mentira não erguem praças para que as crianças brinquem, mas para que infelizmente elas sejam mortas. Praças onde os pequeninos brincam em paz são feita com amor e misericórdia pelo próximo (Lc 10.25-37)

Já sabemos o que precisamos fazer. Cabe a cada um de nós, agirmos neste mundo tenebroso, como construtores de praças onde os pequeninos podem brincar. Comece construindo essa praça dentro da sua casa, depois todos juntos levantemos essa praça em nossas igrejas, e por fim anunciemos a todos e todas que esta praça, um dia, vai descer do céu e perdurará para a eternidade. Falemos dela na viva esperança de que o Espírito de Deus testifica nos corações o “sim” das promessas de Deus em Cristo. (2 Co 1.20)

 

No amor Daquele que promete fazer novas todas as coisas,

 

Rev. Francisco Macena da Costa.

Cambeba, 13 de abril de 2011.

Fortaleza – CE.

 

Anúncios