O Amor lança fora o medo.

 

Temos visto nos últimos tempos certa convergência, em individualizar certos aspectos da lei, a fim de personalizar garantias constitucionais já existentes para proteger grupos considerados como minorias. Alguns destes casos como, por exemplo, o estatuto do idoso, o estatuto da criança e do adolescente não acendem conflitos com a igreja cristã, contudo a chamada lei da homofobia tem causado constantemente um burburinho de idéias entre os setores do movimento gay e os representantes da igreja cristã. Essa tensão tem de alguma forma, fermentado e retroalimentando uma polêmica midiática, que nem sempre, gesta uma reflexão mais ampla do assunto.

O termo homofobia, usado em nossos dias, nos expede para uma linguagem que propende a identificar estirpes de ódio, aversão ou discriminação contra os homossexuais. Diante dessa conceituação será que os cristãos que seguem a Bíblia podem ser chamados de homofóbicos? Será que a Bíblia incita o ódio, a aversão e a discriminação contra os homossexuais? Categoricamente, afirmo que não. Os cristãos que seguem os preceitos bíblicos não podem ser considerados homofóbicos, porque o ensino bíblico tem como maior mandamento o amor e no dizer de João “no amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” (1 João 4:18, RA). O apóstolo está nos dizendo que o cristão não tem nenhum tipo de temor no tocante à obediência aos ditames do Evangelho, pois como o próprio João disse, alguns versos antes: “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.” (1 João 4:9-11, RA)

A postura do cristão que segue os ensinos bíblicos, a luz do envio de Jesus Cristo, jamais pode ser acusada de homofóbica,porque o imperativo do amor lança fora o medo. O cristão não tem medo de amar o próximo, porque cremos que Deus nos amou primeiro, apesar de nosso estado contumaz em rejeitar seu amor. A despeito de nossa condição, cremos que Ele nos amou e nos salvou pelo sangue de Jesus. No dizer de João, a consciência deste grande amor lança fora o medo, de tal forma, que o cristão não tem medo do mundo – espíritos, pessoas ou idéias organizadas contra Deus (1Jo 5.18) – não tem medo em aceitar a tipificação do pecado – isso inclui a homossexualidade (1Jo 3.4; 1Co 6.9,10) – e não tem medo de falar do grande amor de Deus que liberta e purifica de todo o pecado (1Jo 3.7-9).

Portando de acordo com a Verdade do Evangelho todos e todas (e isso inclui os gays) devem ser acolhidos, respeitados e amados (Mt 7.12). É missão dos cristãos divulgarem por todo o mundo que o pecado é a quebra da lei de Deus e que todos nós estamos debaixo dessa miserável condição existencial (2Co 5.18,19). Contudo, o grande amor de Deus se demonstrou para nos alforriar do poder do pecado a fim de sermos transformados para uma nova obediência em louvor do Senhor (2Co 5.21). Essa é a Verdade desvendada na Escritura e não temos medo de dizê-la, pois como afirmou João “sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1 João 5:20, RA)

 

Rev. Francisco Macena da Costa.

Cambeba, 6 de abril de 2011.

Fortaleza – CE.

 

Anúncios